Publicado por: ICL | setembro 12, 2012

Programação Circuito Cultural Lusófono 2012

ENTRADA FRANCA!

Música, Teatro, Cinema, Debates e Oficinas:
Intercâmbio cultural entre os países falantes da língua portuguesa

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CUIABÁ / MT de 18 a 20/09

Terça-feira 18/09
Apresentação da Orquestra Jovem do Estado de Mato Grosso e Manuel de Candinho (Cabo Verde) sob direção artística de Murilo Alves
Local: Centro de Eventos do Pantanal
Horário: 20h – Solenidade de abertura

Bate papo com artistas visuais
14 horas – Conexões e prospecções das artes visuais brasileiras
Jurandy Valença Artista visual e jornalista do Mapa das Artes São Paulo
Local: Auditório do Palácio da Instrução (Centro)

Dia 19 de setembro
20h – Apresentação musical com Amauri Lobo
21h – Concerto Musical de Cabo Verde (África) com Assol Garcia, Manuel de Candinho e Caco Alves
Local: Centro de Eventos do Pantanal

Dias 19 e 20 de setembro
Local: Auditório do Pavilhão das Artes
Das 15 às 17 hs – Ciclo de Cinema de países de língua portuguesa

Dia 20 de setembro
20 h – Apresentação da peça teatral “O incorruptível” de Hélder Costa, com Gil Filipe (Portugal)
Local: Cine Teatro Cuiabá

Entrada Franca – www.pavilhaodasartes.com.br

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ARAÇUAÍ / MG – de 22 a 24/09

Sábado 22/09

09h30 Centro Cultural Luz da Lua
Abertura

Bate Papo “Conexão D’além Mar – Vozes da Lusofonia”
Com Mário Alves (Portugal) e convidados

14h as 18h – Quigem – Centro Cultural Afro-Indígena
Oficina de Percussão e Ritmo Corporal
com Maio Coopé (Guiné Bissau)

A partir das 19h – Praça do Fórum
Show com Coral Trovadores do Vale (Brasil)
Coral Ouro de Minas (Brasil)
Carlos Farias (Brasil)
Assol Garcia (Cabo Verde)
Manuel de Candinho (Cabo Verde)
Caco Alves (Cabo Verde)

Domingo

9h a12h e 14h a 16h – Quigem – Centro Cultural Afro-Indígena

Oficina  Percussão e Ritmo Corporal
com Maio Coopé (Guiné Bissau)

19h Centro Cultural Luz da Lua
Teatro “O Incorruptível” (de Helder Costa)
com Gil Filipe (Portugal)

A partir das 20h – Praça do Fórum
Coral Folia de Reis do Arraial dos Crioulos (Brasil)
Coral Nossa Senhora do Rosário (Brasil)
Coral Tambozeiro dos homens de preto do Rosário (Brasil)
Assol Garcia (Cabo Verde)
Maio Coopé (Guiné Bissau)

Segunda 24/09
A partir das 19h – Praça do Forum
Coral Batuque dos Nove do Córrego da Velha (Brasil
Coral Água Branca de Itinga (Brasil)
Assol Garcia e Maio Coopé (Cabo Verde)

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EMBU DAS ARTES / SP – de 26 a 28/09

Centro Cultural Mestre Assis de Embu

Quarta-feira 26/09
09h Abertura
15h Ciclo de Cinema de Língua Portuguesa

17h Sarau Artes da Lusofonia
20h Show:
Maio Coopé (Guiné Bissau)
Vitor da Trindade e Carlos Caçapava (Brasil)

Quinta-feira 27/09

10h Ciclo de Cinema de Língua Portuguesa

11h Oficina: Percussão e Ritmo Corporal
Com Maio Coopé (Guiné Bissau)

16h Oficina: Percussão e Ritmo Corporal
Com Maio Coopé (Guiné Bissau)

20h Espetáculo: “O Incorruptível” (de Helder Costa)
Com o ator Gil Filipe (Portugal)

Sexta-feira 28/09
10h Ciclo de Cinema de Língua Portuguesa
11h30 Ciclo de Cinema de Língua Portuguesa
14h Ciclo de Cinema de Língua Portuguesa

16h Oficina: Percussão e Ritmo Corporal
Ministrante: Maio Coopé (Guiné Bissau)

18h Debate: Cooperação Cultural entre Países de Língua Portuguesa
com Mário Alves (Portugal) e convidados

20h Música:
Manoel de Candinho e Caco Alves (Cabo Verde)
Paulo Monarco (Brasil)

Programa sujeito a alterações por motivos imprevistos.

Publicado por: ICL | agosto 21, 2012

Circuito Cultural Lusófono – Etapa Brasil 2012

Este projeto propõe “Construções e adaptações Sustentáveis”. Tem como principais objetivos o trabalho associativo da comunidade e a busca das identidades com  finalidade da reprodução ampliada do viver dos afrodescendentes. Na sua economia, nos fazeres e nos seus oficios sempre com uma reflexão construtiva, buscando a abertura de diversos caminhos, onde o passado encontra com o hoje e traduz o futuro, procurando dar consistência e base na fixação do homem e de sua família na sua mãe terra, pela economia solidária.
Dentre as ações previstas estão: -consolidar roteiro específico,  desenvolver potencial de turismo bio-eco-etno, despoluir as nascentes, riacho e cachoeira, criação de locais para alimentação natural  com base na ancestralidade afrodescendente, confecção de artesanato de simbolismo afro, desenvolvimento de projeto de paisagismo urbano, delimitação de trilha ecológica, Viveiro de plantas nativas, ornamentais e ervas medicinais, como também uma escola viva dos povos africanos. Uma transformação local com base cenográfica e paisagística, esta sendo pensada através de pesquisas históricas do caminhar do negro brasileiro. Algumas edificações modificarão as suas fachadas, as suas estruturas, os seus muros e as suas  ruas.
O trabalho teve início com alguns muros  recebendo o tratamento na suas faixadas com a técnica em taipa, ou mais comumente denominado no interior de Minas Gerais como pau a pique, e assim denotando as formas construtivas do passado e apresentado-as aos visitantes que por ali transitarem ou, com muito gosto, conhecer as pessoas do quilombo que tão bem recebem a todos.
Para as ruas foi pensado a utilização de pedras no estilo “matacão”, para dar mais estilo e sentido de caracterização de um vila interiorana e em complemento ao acabamento das fachadas das casas e muros.

Milton Pena, diretor artístico do ICL,  projetou e vem empreendendo as ações conjuntamente com o Sr. Vinícius Aparecido de Souza, Presidente da Associação Comunitária do Morro Santo Antonio, e a comunidade em regime de mutirão, de maneira que todos se insiram nas atividades e possam no futuro expressar a todos o prazer pelo belo que ajudaram a criar.

O quilombo do Morro Santo Antonio está situado na divisa de Itabira com Santa Maria de Itabira, e dista aproximadamente 20 quilômetros do centro urbano da cidade.

Em Tarrafal, no extremo norte da ilha de Santiago, Cabo Verde, surge nova promessa da poesia local.

Anilton Levy Jorge Lopes Souza Levy, vencedor do segundo lugar do Concurso Internacional de Poesias – Inspirações do Século XXI, realizado pelo jornal cultural o Tempo Ética, com apoio do ICL, versa sobre a sua bela poesia “Deus da-nos tchuba”.

Sentindo a grande necessidade do povo da ilha de Santiago em ter chuvas para amenizar a constante seca, mesmo apesar do contorno do oceano Atlântico, os ventos alísios enviam sempre a umidade para as Caraíbas, deixando toda a gente a pedir a Deus o envio de chuvas. No período da seca caboverdeana surge a desesperança do povo com a falta d´agua, as plantações que podem não vingar, a fome aguda e a confiança em Deus na preservação da vida o levaram a compor este poema pedido de todo o povo para que as chuvas voltem a correr pelas serras, amenizando o calor, postergando a sede e irrigando as roças de milho, feijão, mandioca, batatas, abóboras e proporcionando o verde da relva nas encostas.

Diz-nos ainda que reuniu sessenta de seus poemas e editou uma brochura para presentear os amigos com os seus prosaicos versos e reclama do atual contexto do turismo que se apresenta neste momento em que Cabo Verde se preparar para dinamizar este item da economia e dar um maior alento aos seus cidadãos. Os turistas que aqui chegam não têm o hábito de apreciar a comida local e acaba forçando os restaurantes a servirem às internacionais batatas fritas.

Deus danu txuba
Por Anilton Levy (AJBOSS)

Alimenta nha povo ku bu agu
Modja txon,
Kaba ku ês cunfuson
Di bo é di grasa
Bem kaba ku ês disgrasa

Batiza Cabo Verde ku verdade
Inda nu sta num país xeio de promesa
Bem kubri nha tera de verde
Tempo pasa mas sufrimento inda ka pasa

Dja sta bom di injuria
Gota gota intxi nos alma
Sara nos tristesa
Disperta nos nocentesa

Dexa-el kori ladera
Kori ku es dor
Dexa-el txiga na nos

Poi dixi di céu, kel ki na terá sta sukundido
Dexa sol brilia di dia
Dexa lua brilia di noti
Bana nos calor ku bu bento
Mata nos sedi ku bu agu

“Injustiça de mundo fez de mim um poeta,
Dor dos cabo-verdianos por dentro, são as minhas lágrimas por forra, e
tento desabafa-las em cada traço da minha caneta…”

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